Qualquer coisa que venha de mim, já nasce fraca e miúda e fadada a nada, que não à morte e à poesia.
Janela cinza, deixa o verde entrar. A paisagem, é sempre a mesma, como numa fotografia. Odeio fotografias… Acusam-me de ser conotativa em demasia, e excessivamente cheia de reticências… Mas, reticências preenchem o vazio, melhor do que qualquer lembrança tocável. Reticências preenchem o vazio mostrando que ele existe.
Ah, que cansaço. Sinto falta de tanto, e tanto tenho para dizer, tanto tenho para ser… Mas, vontade mesmo, é só a de olhar pela janela. Fico esperando você vir. Fico tentando me convencer de que isso é possível, embora eu saiba que não. Estranho: nessas horas eu sinto como se houvesse aqui, alguém além de mim.
Chovem gotas minúsculas – desejos meus, escondidos, guardados, trancados –, corrosivas, conhecedoras de cada uma de minhas particularidades, são donas de uma crueldade singular e tratam-me sem segredos, porém, desconfio que sem verdades também. Mas eu gosto dessa chuva… Eu sei que você a sente também, e sei que essas nuvens vão, abarrotadas por minhas palavras, levar até você o meu desejo de que nunca se sinta só. Mas, se por ventura, sentir-se, saiba que estarei contigo, sempre. Não é muito, contudo, talvez “pouco” lhe seja melhor do que “nada”.
Eu vejo seu rosto – odeio todas as fotografias, menos a sua – e minha vista embaça. Talvez seja apenas a falta dos óculos…
...Sua diferença é uma anomalia. As palavras repetiam-se, incessantemente. E misturavam-se, embaralhavam-se, trombavam umas nas outras, arrumavam-se despropositalmente, num eco, num grama de cheiro de fósforo, que ela não perceberia se não lhe tivessem dito. Tremiam e misturavam-se também os elementos de sua paisagem. Se fechasse os olhos para organizá-los, dormiria. Nato de motivos que ela não procurou entender, receosa, um sorriso despontou, escondido em algum canto daquele murmúrio, e os olhos piscaram mais lentamente, querendo torná-lo mais vibrante, querendo sem querer.. Agora, não era mais nada. Ali, não havia mais nada. Quede... Consciência de hora, lugar e si mesma ? Não havia... Quando perde-se assim, e quando perde-se assim ? Conhece ? Este querer não encontrar-se nunca mais.. Porém, sua diferença... Era uma anomalia.
Absolutamente sem palavras!
ResponderExcluirSei que você não gosta nem de críticas e nem de elogios(como confessou em seu perfil!),mas não poderia deixar de te elogiar depois de ter lido seus textos!Estou encantada com a sua capacidade de exprimir seus sentimentos através das palavras(algo impossivel de ser realizado para a maioria das pessoas).Esse seu dom demostra o quanto você é especial(não só para mim!).Continue com esse trabalho maravilhoso e NUNCA...NUNCA desanime nem desista de conquistar seus objetivos!Caso o mundo tivesse mais pessoas como você,não estaria assim!Vou acompanhar seu trabalho sempre que puder!(acabei de me tornar uma fã do deu blog!)Estou passando por uma fase extremamente dificil e o que mais aprecio fazer é ler e refletir...sobre tudo!Conte comigo sempre que precisar!Te adoro muuuuuuuiiiiiitooooo!Beijos e abraços!
ResponderExcluirPassei para lhe desejar um bom resto de semana, bjs
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