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Suponho eufórico este nunca bastar,
Te amo como sempre quis
(Como sempre quis te amar!)
O metro e a rima já não cabem
Em meu brincar de versejar
Vivo a figura de linguagem
De querer sempre este amor
E querer-te, sempre, o amor
De em seus olhos velejar
Queira este amor amar-te sempre,
Respirando esta paixão, alimentando seu amar


Maybe I have lost myself from me     I feel like I'm close to discover     anything that's just right there     but I'm too troubled to see     and I can no more play the dodger          Trying to clean my own mess     am I ready to be redress     it is all inside my head, I know     just waiting to be figured out          Another night in my bed, alone     maybe I should get a job     and then I should quit     and then I should stop     being so cockish     I just never thought     that, one day, I'd might be so     so, so far from that heart
Todos os dias, eu penso em você e em como esse mundo é louco. Eu não tento mais evitar a saudade, deixo vir todas as lembranças que quiserem vir, e não lhe ver dói muito. Eu sei que não, mas sinto que se eu correr rápido, eu posso lhe alcançar; que se eu procurar direito, eu vou encontrar você.
Deitada como num sono de paz
A morte fria lhe soprou
Cortando-lhe os roncos sem lhe fechar os olhos
Pergunto-me onde estavam os meus pensamentos
Ela estava ao meu lado
Talvez, se eu tivesse acordado
Ela ainda estaria aqui
É tímido o agradecer, e quieto o bastante para não fazer notar o desesperado objetivo de findar as interações coercitivas oriundas dos educados votos de mal conhecidos. Aniversários são solitários e seria bom não pensar muito. Seria, na verdade, razoável esclarecer o pranto desta tarde (por que sempre fico entristecida nessa época?), mas o abraço desse silêncio impositivo soa confortavelmente mais importante, enquanto o pressiono contra a sua cintura - e todos os momentos que o fariam coerente preenchem o íntimo desse pranto, sem, no entanto, serem suficientes para justificá-lo.

II

Pende um grito de ajuda o cinza daqueles olhos diante do vazio da multidão. A boca seca, no entanto, não obedece àquele que sequer conhece o próprio âmago que, abstrato, insiste em deturpar a visão de si em uma plenitude mentirosa e inalcançável. Porque, erguendo-se de costas sobre o que poderia ser um vislumbre indeciso de vontade, de prazer, à censura permitiu que lhe fizesse seu fantoche, cujo fado seria a eterna busca pelo próprio ser nos remotos horizontes de outrem. Nunca, pois, nos arredores de si - o karma de jamais se ter, a angústica de nunca sentir.

I

Meu amor, você e eu
Somos uma poesia
E todos os nossos versos
Só possuem rimas ricas.

Meu amor, aos quinze anos
Sonhei que te conhecia
Mas, só, seguia contando
Dos poemas os seus metros.

Meu amor me devolveu
A graça das redondilhas
Essas, que eu já nem sabia
Se ainda as teria perto,
E aquelas todas que, um dia,
Já cantavam como certo
Esse todo meu amor,
O amor que eu já o prometia