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Mostrando postagens de Maio, 2012
Falas com ternura e eu o beijo com ímpeto, com o intento de fazê-lo próximo, tão próximo, que nada possa deixá-lo distante, deixar que vá embora.
O aguardo da despedida que permeia nossa conduta questiona-me se há no mundo alguém que valha sua doçura; ou, sob os olhos de outrem, se há vagueza maior que a minha figurando-me em teus braços, parecendo estar sozinha.
Ainda que o longe furte o que tenho a dizer, se há certeza, pode-se calar, pois "já era amor antes de ser". Teu enlace não deixa de aquecer-me a alma, de tudo que é teu amor, não me priva de nada.
Se há ainda história para murmurar, não houve fim - opinaria. Não apanho a maneira de tantos de viver sobre o passado e não apesar de. Sinto que aquele que vive de memórias não está feliz com o presente. Mas não sou eu quem as nutre para limitar meu comportamento, não sou eu quem se lembra mas não externa ?
Só os corajosos relembram, ou não ?
Se vivi superficialmente, talvez o "desaparecer" de épocas não me fosse ainda tão nítido. Quiçá, a maneira com que se deu o desapego em minha existência, tão repentina, grosseira e apressada, seja o que me marcou tão profundamente a sensação de mal estar quanto a tudo o que se passou. Eu nunca deixei nada acabar bem, então, pergunto-me, será que já deixei algo acabar ?
Observo que meu acompanhante "pelo amor de Deus, fique longe de mim" não é precaução, é rancor. É uma possibilidade. Deixo assim minhas sinceras tentativas de chamar cuidadosamente esses fantasmas, para improvisar uma gentil reconciliação.
E uma despedida defin…