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Mostrando postagens de 2015

I

Meu amor, você e eu
Somos uma poesia
E todos os nossos versos
Só possuem rimas ricas.

Meu amor, aos quinze anos
Sonhei que te conhecia
Mas, só, seguia contando
Dos poemas os seus metros.

Meu amor me devolveu
A graça das redondilhas
Essas, que eu já nem sabia
Se ainda as teria perto,
E aquelas todas que, um dia,
Já cantavam como certo
Esse todo meu amor,
O amor que eu já o prometia
Este riso fácil que te ri
e que por horas trinca de desejo
e morde-te o queixo
prevê no doce deste zelo, nosso enleio,
o deleite desmedido deste harmônico sentir

Hoje, o teu corpo estatelado, fatigado
será, do dia, a poesia; os teus braços
hão de afastar-me das coisas feias dessa vida,
do desamor do momento em que não o conhecia.

Não acompanha a minha vertigem tímida
os teus inopinos lampejos
Sujeito-me, a qualquer momento, a um devaneio
de, para sempre, querer ser o teu amor...
Os teus receios, em segredo,
deixam-me cá à deriva
com teu ser amor
fazendo-nos, plenos,
poesia
Will you find my tiny love?
Can you take it far above?
Are you gonna make me care
Even when I am afraid?

Will you wrap my brittle love?
I wanna know if you may not
just gobble my silly love
when holding it with tender arms

Are you the one who'll bring the joy
of denuding my messy love?
Will you save it or will you run
by meeting my grubby love?

Oh, this finicky and ninny, this deep love of mine,
what have ever made it so naive?
Sing me sweet, mild lullabies,
And you may get my smoothy love.
Meu amor, eu não mais o quero
Mas eu gostaria de poder
Porque isso não quer dizer
Que deixei de me importar

Eu não o amo mais, meu amor
Que posso, que ei de fazer?
Se eu pudesse, eu realmente
Eu realmente choraria em seu lugar

Eu preferiria
Amar sozinha
E me perguntar todos os dias
Sobre as lacunas não preenchidas
As palavras não ditas
Para que me amasse, o que eu não faria!

Mas, é preciso que eu vá
E eu não o amo
Eu o deixo
Com o peito apertado e as perguntas
Fadadas a serem silenciadas
E eu sinto muito
Eu o deixo
Com esse gosto amargo
E com os pés sobre chão nenhum
Como tantas vezes
Sem você eu também estive
É verdade!

Todas as vezes que me lembro
Da sua voz embargada
Não posso dizer que não penso
Que costumava rir e contentar-me
Quando penso que fugi dos seus beijos
Eu sei que um dia
Estive satisfeita com eles
Perdoe-me
Eu gostaria de não ter mudado
E nunca ter te visto triste
Eu daria qualquer coisa
Pra tirar-me do seu peito também

(De 18/06/2015)
You can go your own way, I'll keep feeling is just not goodbye. I don't wanna over react the serenity of your eyes, or how I'm fine when without y- this non ending story. I'm not about to sing your deserting (and wish it was true). Done of being done, I might just be alone.
Como todo o resto, como tudo que veio para esvair-se, posso sentir a calmaria chegando. Posso deparar-me com uma lembrança e concentrar-me, mantendo-me em paz.
Ainda é incômodo, por noites não me deixa dormir a angústia e as palavras não ditas ainda sufocam-me o peito com a triste certeza de não serem merecidas... Mas esta é apenas a desopressão de toda a mágoa que abafei e cada 'sim' que cuspi.
Vim falar deste começo de paz que sinto em mim e vejo que é preciso a tempestade para fazê-la crescer. Ainda é difícil - e a decisão de assumir-me assim debilitada veio não por você, mas por mim.
Todas as palavras não ditas, todos os arrependimentos, todas as suposições e planos, farão a menor diferença para nós. É como se eu pudesse ignorar tudo isso? Você pode? Não, eu não quero saber. Percebe a verdade? Eu gostaria, mas, eu realmente não espero que você veja.
E eu sempre digo que vou aprender com meus erros, mas você está aí pra me desmentir...
Como exigir tanto da mudez? Qualquer expectativa sobre alguém ou algo que nela exista tão completamente, e que dela tanto se baste, é injustificável. Não se pode moldar sobre isso qualquer exigência sem que esta seja vaga - que haveria para ser oferecido?

Valorizo tanto o dito, e o não dito, e o tempo - e a desarmonia causada pela expectativa. A expectativa que tanto custa e me faz tornar-me cega e adiar... A expectativa que elabora suposições convidativas e claramente fictícias. Cansativas e injustas.

Uma decisão tomada, a barreira, espero.

Tanta, tanta tempestade nesse copo d'água submerso em mim. Ao fim de tudo, agradeço-lhe o texto torpe.

Este amor que nos torna escravos e nos submete à condição de homens - pois esta só terá valor diante da servidão (ingrata)

É só na mudez que possuo qualquer chance de existência ao seu lado. Alguém pode existir tanto na mudez? E, de outra maneira, dela tanto exigir?
Acho que encontrei, enfim, a lesão não tratada, resto dessa história toda. A pergunta íntima, sufocada, escondida... Um eco infinito jamais escutado, como que por fado, nunca respondida. Então, se eu pudesse te fazer, secretamente, um único pedido, seria que com ela dormisse, que a respondesse. Minha maior angústia aqui se encontra: por quê ?
I see the birds flying their way back home
Of this vesper I can only catch the red...
Calling me, I'd rather go alone
I'd rather
Take all of this out of my bed

I know that joy is not real
I know they will all lay alone
faking it all, it's just spiel
I fall on my knees
And I
I don't wanna be a part of this

I can't truly trust any face When every embrace must be fence
Can't tell for sure what's a real mistake
and what is just another venom enhanced

Left this open door
Just for keeping you out of the road
I could try but I could never pretend
Because I search for more.
I can't make you go
But I can't let you stay
Esta audácia não concebida (tímida suposição) de que o cálido dos teus braços a mim sempre foram, uma simpatia inerente do que há desde antes que se pudesse saber... Contenta-me existir junto à calma da tua voz.
O nosso enleio o embaraço de nós dois existem para compor As mãos complicadamente apertadas sendo perpétuas ou distantes, como for resistem para suster