Este riso fácil que te ri
e que por horas trinca de desejo
e morde-te o queixo
prevê no doce deste zelo, nosso enleio,
o deleite desmedido deste harmônico sentir

Hoje, o teu corpo estatelado, fatigado
será, do dia, a poesia; os teus braços
hão de afastar-me das coisas feias dessa vida,
do desamor do momento em que não o conhecia.

Não acompanha a minha vertigem tímida
os teus inopinos lampejos
Sujeito-me, a qualquer momento, a um devaneio
de, para sempre, querer ser o teu amor...
Os teus receios, em segredo,
deixam-me cá à deriva
com teu ser amor
fazendo-nos, plenos,
poesia

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