Tão diabólica e suave, a voz
galantemente, disse-me: “Vá, vá !”
E então, assoma-se, austera e feroz,
outra que ainda me alerta: “Ah, se fores…”

Cesso as palavras, não quero escutar !
Ah, eu preciso e tanto de alguém…
Só lágrimas cruas vêm me abraçar,
só lágrimas mas, digo que estou bem.

Em meus passos tropeço, vou-me ao chão.
Suplico, imploro, qualquer companhia,
Então rogo, e clamo, estenda-me a mão…

De risos e mágoas, fico a viver:
O que sinto, não consigo escrever;
E o que escrevo, não evito sentir.

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