Tão cedo vem; tão cedo se vai…

Alvorada; nuvens cinzas,
céu escuro, ventania,
mistura em harmonia
do negro com o suave rosa,
contraste da aurora.

Alvorada, traz contigo
certa doçura, aroma sinistro,
faz-se eterna, faz-se de abrigo,
esconderijo da escuridão,
sem forma, sem definição.

Alvorada, meu reflexo,
vejo meu rosto no teu.
Anjo de amor estéril,
acolhe-me em teu amplexo,
não entendo como cresceu.

Alvorada, em ti vejo
gravura de meu segredo,
estampas meu jeito quedo.
E faz-me falta teu gélido soprar,
teu solitário vaguear…

Alvorada, se te contemplo,
faz-me esquecer meu tormento,
dor que eu aparento.
Alvorada, Alvorada, fica,
Alvorada, és minha única amiga…

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