O que ela esconde…

   Tenho muito a dizer. As idéias estão todas desordenadas em minha cabeça.
   Minha amiga, como eu gosto de pensar que és assim, minha amiga. Ao ver-te pela primeira vez não pude imaginar o que havia por dentro… Claro que sei que há, em todos, mais do que se pode ver no físico; mas poucos, pouquíssimos, possuem um interior tão apaixonante quanto o seu.
   Quando tive a chance (e a honra) de conhecer a pessoa que és por dentro, enquanto escreves, nasceu em mim imensa vontade de acolher, de ganhar a confiança, e de poder confiar em tal pessoa. De poder, enfim, chama-la de amiga, enquanto também me chamas assim.
   Agora tenho em mãos um caderno que usas como seu diário, há muito tempo. Permitiu que eu o lesse e o trouxesse comigo… Não pretendo devolvê-lo tão cedo. Suas palavras, sua escrita, a forma como você consegue me fazer conhecer sua dor… Tudo é tão portentoso, tão poético ! Seu jeito de descrever (e escrever para) o mundo… Conhecer o caráter da sua escrita… Sua dor ! Ah, sua dor é tão bela, é tão minha ! É tão sincera !
   Minha querida, eu não sei o quanto gostas, ou se importa comigo, mas, por este momento, não há nada que eu queira mais do que te abraçar e encontrar algum meio de fazer sua dor passar. Qualquer coisa, o que eu puder fazer… Para que estejas a sorrir por dentro, assim como sorris por fora. Para que nada mais te falte, e que ninguém mais consiga te ferir.

“{…} A humanidade não é boa o suficiente para a morte.
        Nós preferimos nos afundar de qualquer jeito a nos tornarmos vulneráveis a assaltos alheios. Nós desistimos da vida sem lutar, pra não correr o risco de perder. Já nascemos derrotados. Devem haver bactérias com mais coragem do que nós. {…}”

Um beijo, e eu amo você, doce e desolada Princesa.

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