Agora que chuva é só chuva – vapor condensado que se precipita devido à baixas temperaturas – e não serve mais para romantizar o banho de dois corpos num beijo com ares de fantasia…
   Agora que lua é só lua – sem letra maiúscula –, só satélite, a simples – nunca simplória – lua como a que agrada Manuel Bandeira, e não serve mais de inspiração para desencadear uma poesia, uma serenata, um verso de amor sequer…
   Agora que o mar é só mar – sem sal, se assim posso dizer – e não adorna quadros e nem espelha o nascer ou o pôr-do-sol…
   Agora que só ouço tiros e assovios – ouve, olvide, amor…

   Agora que sou eu ? Que não versos murmurados e ignorados…

Comentários

  1. Murmurados talvez... ignorados não. E porque não achar doçura na chuva que é só chuva ? E talvez haja beleza na lua que é só lua. E quem sabe resta encanto no mar que é só mar?

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