O Sol brilha sem arder. O céu azul claro. Uma única nuvem branda, esparramada, assiste os passarinhos aprenderem a voar. O vento sopra calma e deliciosamente as folhas verdes na árvore, verdes como nunca. Um dia claro, colorido.
   Um dia lindo, incrivelmente lindo. Tenho vontade de aproveitar sua beleza, de me alegrar com a natureza perto de mim, de me juntar a ela. Isso faria com que eu me sentisse viva, me sentisse plena… Me sentisse simplesmente bem.
   Mas ele não está aqui.
   Num dia tão lindo, como nunca antes eu reparara, eu não o tenho. Não sei ao menos como ele está. Me pergunto se ele faz ideia do quanto eu o desejo perto de mim.
   As flores-de-maio finalmente floriram, em julho, cada uma de uma qualidade. A roseira antiga nos presenteou com uma rosa branca, delicada e vistosa. Esta rosa branca me aparece com feições elegantes e lastimosas… Oh, rosa singela, do perfume suave e doce, como se sua doçura tentasse abater o amargo da ausência dele, mostra-me que sabes que ele não está aqui…
   Sabes que, na verdade, toda a beleza desse dia me incomoda: eu não posso apreciá-la junto dele. Ah… Sabes que conto os minutos para a noite chegar, na esperança de sonhar com ele de novo.

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