A diferença entre eles faz-se notar em seus corpos. De modo vulgar: ele é velho, ela é nova.
   O afeto dela por ele incomoda a muitos. É incomum. Diariamente ela se desgasta e padece, e deixa seu corpo jovem morrer, para poupá-lo. Muitos condenam seu modo de vida, mas eu vejo como prova de amor.
   Se ela está disposta a esquecer-se de si mesma por ele, de batalhar e estar sempre presente, e ser sempre útil em todo e qualquer assunto que o envolva, se ela faz tudo ao alcance dela apenas pelo carinho por ele, sem intenções de receber algo em troca – todos sabemos que isto é impossível –, se ela quer isto, é por que, apenas por que, ela o ama.
   Esse amor parece real e verdadeiro pra mim. E cada sacrifício que ela faz me parece simplesmente aceitável e justificável, mesmo que, aparentemente, não seja retribuído.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ano Três