Lua

Me diz, qual o sentido de estar viva,
viva, contudo, sem poder viver.
Apenas alimentando a ferida,
sem forças nem pra tentar esquecer...

Invejo a Lua que lá fora brilha,
pois ela nunca esteve sozinha,
e não conhece a dor de uma partida,
a dor de não ter o que se precisa.

Não é consumida por nostalgia,
não é apegada a uma rotina,
de nada precisa, por nada aspira...

Sem ter razão pra sentir-se vazia,
não se perde no escuro, na agonia
de precisar tanto da poesia...

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