Coita

Ah, essas correntes de solidão !
Essa tristeza que nunca se vai,
o tempo em torturante lentidão.
Oh, doce dor que afasta a minha paz !

Oh, erosão, amarguras latentes,
em meu íntimo estão a flamejar.
Corrosivas palavras afligentes
me embargam quando tento te deixar.

Oh, tão pesado, tão grande é meu fardo !
Torna-me tão frívola, devoluta,
assim tão sem amparo e sem resguardo.

E deixa minha mente revoluta,
quando percebo que não sei viver
sem me dilacerar e padecer.

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