Teu riso pálido no céu fugaz, apressado. Teu riso gélido, inerte, encara-me com aquele velho e odioso tom irônico.
"Eu queria tanto que você fosse embora, junto ao céu e tudo o que nele há ! Eu ainda gosto tanto de você..."
Lívido como o que me é inerente. Custa-me empunhar a caneta, observar meu tempo leviano correr a esmo por ti...
Debalde tentar pensar, tentar entender como me fazes sentir, como me deixas... Nada vem, além de outra lúrida prosa turva, triste...
Tento concentrar-me em algo, sem conseguir esquecer.. O nada que me remete a ti, o vazio que cultivas em mim. Deverias estar aqui... Deverias forçar-me a admitir, ai, como sinto tua falta...
Por que acordo esperando notícias tuas, sem as querer ? Sem querer-te.. ? Hostiliza minha inquietude a espectativa de recebê-las, assim, tão desmotivadas e cheias de intentos aparentes que, de fato, inexistem...
Estaria melhor se nunca o tivesse conhecido, mas isso é óbvio.
Vou... Saio sem a impressão de ter vivido algo. Todas as lembranças de um futuro enganador que nunca chegou, foram-se num ímpeto invisível, com cheiro de fronha e numa noite de chuva.

Comentários

  1. Compartilho de cada letra.Apesar de tudo ainda dedimos nossas linhas aos nossos fantasmas.

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