Sinto-me a pureza egoísta, a perceber a minha solidão somente. A solidão insatisfeita da companhia que não me sacia...
A péssima atriz que sempre interpreta as árvores curiosas e indiscretas. O desejo de ser mais - a óbvia e conhecida frustração de não ser, eu... Sinto-me sentindo algo.
Árvore.
Sinto encontrá-la para desprezá-la. Eu, logo eu, que me encontro em canto algum para julgar ou apontar, todavia, humana, afanoso é não fazê-lo.
As palavras fogem, pávidas e regressam, imorais, desconhecidas. Inventam para si qualquer outra acepção, não reconheço mais meu idioma, tão cheio em cada pedaço, de tanto vazio e tanto silêncio. Triste conspiração ingrata. Triste coleção de farpas, adornos aos meus retalhos...

Comentários

  1. As palavras fogem,e o vazio que fica, incomoda.
    Mas tudo isso é necessário.
    Escute um pouco o que o silêncio tem a dizer sobre toda essa falta de prumo,sobre você.
    Junte os retalhos e deixe estar, uma hora as farpas irão parar de incomodar.

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