Liberta sou – não estou.
   Este cativeiro, não posso mais habitar. Porém, que não neste cativeiro, não há mais onde eu queira estar… Ao poucos, sou renegada pelo meu próprio penar.  Estou afogando-me nessas rimas convictas, inertes, gastas.. Medíocres.. Tão sós.. Tão eu, não por sua solidão – não a tenho, ela mesma repudia-me – mas por serem repelidas, primeiramente, por mim, quem deveria enlaçá-las e protegê-las.
   Rogo que me atirem uma fagulha de harmonia, um rascunho de versos para poder contemplar por agora… Que me doa, pois bem. Que somente de minhas palavras preciso, dessa companhia de conforto que está sempre a desertar-me… Dessas minhas palavras que vêm sempre por outrem, inúteis.

Comentários

  1. Olá Nicole,
    Passei aqui para acompanhar um pouco dos seus escritos e deixar o meu abraço,
    Dalinha Catunda

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