E este ócio.. Infindo ?
   Quanto mais me ocupo, mais vazia fico.
   Nada mais parece pouco ou muito. Nada mais parece nada (mas, quiçá tudo…). Sempre desfazendo-me de certezas e ideias habituais: até ontem pouco era pouco, muito era muito, nada era tudo e tudo não havia.
   Suma: há um certo nada que agora é, supostamente, tudo. Tal perspectiva, efêmera por praxe, vem enquanto me deito e a contemplo: atordoa-me então a certeza cruel de ter-te em lembranças tênues, nebulosas, do que nunca existiu.
   Sumiu com o vento para que, quando voltasse, não mais me visse por perto.

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