Uma rosa vermelha desabrochou hostil e delicada, em sua magnificente condição de rosa, com seus espinhos pungentes e suas pétalas veludosas. O orvalho sobre suas folhas tenras, fulgura sob a luz do sol, transparecendo as cores do arco-íris para os olhos que as podem ver.
   Esta bonança, própria do mar, traz um sono tão agradável e corpulento, um torpor tão cheio de sonhos que chego a ansiar poder não despertar. Deleita-me este vento brando que sopra em mim ao passo que brinca moldando as ondas, tão gentil e gracioso, e com tanta doçura, como o céu, que em seu azul divino e sereno, faz-me perguntar por onde estas belezas andaram, e por qual razão regressaram… Poderiam adivinhar minha carência de encantos ? Poderiam querer compensar a noção sobre sua ausência que me tem angustiada ?
   Ponho-me a fitar o brilho da reflorescência deste jardim e as belezas que a luz do sol me propicia, agora que meus olhos pararam de arder.

rosa nick

Comentários

  1. Que lindo.Por onde andava essa rosa? Andava por aí escondida? Ou foi só agora seu momento certo de desabrochar?

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