Aqueles olhos vítreos e penetrantes que me induzem e me fazem querer mergulhar em seu escuro recôndito, me são cruéis e cândidos, tais como os seus, tais como a vida ou sua voz, dão-me esta sensação initerruptamente…
   Esta sensação… De estar sempre perdendo algo, sempre deixando algo passar… De estar buscando dentro de todos, partes de alguém, as quais eu sei que não encontrarei… De falar qualquer coisa por não poder dizer o que, de fato, desejo dizer, e morrer afogado na segurança dos pensamentos… Esta sensação que, como uma chama que o vento enfrenta, que enfraquece e fortalece, sem apagar; como um barco sobre o balouço do mar e sob a fúria de uma tormenta, não deixa de navegar… Cansa-me. Incomoda-me ? Incomoda-me. Mas… (E lá se vão reticências, reticências, reticências…) Acostumei-me a ela. Vazia me sinto, quando ela aparenta cessar.

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