Pequenina, simples ânsia; desejo de respirar, vontade acanhada de respirar, tenção quase inexistente de respirar. Fraco, débil intento de apreciar, percorrendo-lhe intimamente, ar... Infinitamente, ar. Cerrar os olhos e inspirar, saciar as entranhas, entorpecê-las com o que quer que haja neste ar. Silenciosamente, a atear-se nas paredes do âmago; aumentando, oferecendo-se, mostrando-se, conquanto ainda quase indistintamente, o querer unir-se ao invisível e respirar. Esquivando-se de percalços advindos de receios, alojando-se em cada porção, existindo. Existindo, enfim ! Alimentando-se habilmente de seus próprios passos; fazendo cada parte estremecer para querer, admitir a pretensão de findar o que era modesto apetite. Atracar-se ao desejável ar, deixar-se conduzir pelo venerável ar, conhecer de onde vem o entorpecer-se, o respirar-se. Crescendo, tornando-se maior e maior e tangível e enérgico e não enquadrando-se mais à mudez, não enquadrando-se mais à paz de ser pequena, não enquadrando-se mais ao corpo, rebentando-o, revestindo-o, respirando... Não. Decerto, consideravelmente próximo, apenas.



   Sufocar.

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