Foram os dias inundados pelo silêncio de estar só... Foram as lágrimas temerosas do mistério inebriante. Foi o início, que veio a findar, despreocupado e desconhecedor do sentimento que guardava. Foi o recomeço aflito e ignorante de meus erros. Foram os meus erros sempre a convencer-me a conformar-me com a grosseria da vida, julgando não merecer nada melhor.
   Construtores de memórias, cingidores de lembranças e da força oriunda dos momentos pelos quais vale a pena lutar, pela força com que se acredita que vale a pena ficar...  Foi tudo. Todas as guerras sangrentas, das palavras que fizeram sangrar; todas as vezes em que minguaram os atos e fizeram-se esquecer os abraços; todo esse pequeno universo que, pequeno, faz-se tudo, pois é, simplesmente sendo, tudo o que se passou.
   Não me interessa o valor material, mas sim o gesto. O gesto somente. Este sorriso resignado nunca foi digno da delicadeza de receber uma flor. Nunca em ninguém fez despertar o desejo de dedicar-lhe uma pétala ao menos.

   ...Foram, talvez, os passos largos que fatigaram-me, enquanto recebia espinhos ao oferecer rosas.

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