Soía sã, imo seguro que os passos que a mim conduziam, convictos a apartarem-se, decerto conheciam o caminho. Perderam-se todavia, fascinados, da solidez. Pela conjetura, a qual este silêncio reverencia, apanho as vestes e a ideia de que, o figurar-me, sempre, solitude, solitude de mim, faria sempre, soledade, contínua, seria. Seria...
   O receio de extinguir o lar seguro, soa burro - sobrevive-se de uma ou outra maneira, afinal. A estesia repetida faz-se nova - é possível ? - e destemida a apostar em acidentes. Nas venturas impresumíveis, nos enigmas estéreis.. Estéreis, impossíveis pela linguagem, porém sem indícios de serem, de fato.
   Quede enleio veterano no íntimo do âmago, a transpor-se sobre tudo ? Um medo mascarado resta, obstinado a permanecer escondido e convence-me ser fictício... Não me afligem a agonia imposta pelos gracejos súbitos e arrebatadores de inépcias, nem a angústia de não saber lê-lo... Mas existem. É inegável, como existem. Reina fleuma que faz doer, e quando doer, ainda que eu possa soltar-me de ti, avisar-te para que te soltes de mim, não cessará. Infindo, similar à constrição nas entranhas, ao oporem-se à repressão de almejar...

Comentários

  1. Eu iria precisar de uma boa dose de vocábulos para entender completamente seus textos e seus devaneios luxuosos, depois não venha dizer que sou difícil, olhe você, fiquei sem entender até agora...hahaha

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Ano Três