Aqui, estás a partir outra vez. Quanto tempo até teu regresso ?
Não me cabe descrever este coração, com seu fadário enlutado, cujos olhos pendem... Cansados, noite após noite, permitindo-se desabar sobre sonhos em que tu já chegaste.
Compete-me, porém, amar o regozijo do teu aproximar, de abraçar-te e ter contíguo teu sorriso... Outrossim, de memorar-te e de esperar-te - apesar do dissabor que traz a efetiva acepção de fazê-los, o que quer que parta de ti não vem nunca carecido de doçura ou de meu bem querer.
Observo-o a roubar-me as palavras: este âmago sempre delas tão possessor, cala-se repentino para ouvir-te presentear-me com dizeres tão mais... Tão mais... Aptos a fazer-me... Tresfolegar...
E por que ? Por que fico a olhar-te ? Amo-te tanto e quero-te com um querer tão devoto, tão admirado... Fico a olhar-te assim, enquanto posso, contemplando como nada que parte de ti é, singelamente, menos do que lindo; tua discreta perfeição.
Após a noite, afinal, estes olhos entusiastas abrem-se e desta maneira permanecem fortes. Abertos à vida, para vislumbrar tua chegada. Abertos, pois sabem: voltarás.

Comentários

  1. Encantei-me com teu ato de escrever,
    identifiquei-me tanto com o teu passar,
    quanto com o entrelaço que temos ao dedilhar
    nossa história, diferente, mas, universal.

    Belas, palavras e...
    Espere atenta,
    ele voltará.

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  2. A ansiedade esmagadora de um coração saudoso que sorri-se pela confortante ideia da volta.

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