Por que você não me deixa escrever-te uns versos de amor ?
Por que não se afasta e me deixa curtir um pouco de agonia ?
Assim, quem sabe eu não rabisco umas linhas de lástima
que soem pateticamente poéticas e carentes de calor
Quem sabe não reencontro minhas lágrimas ?
Perdendo-me no hiato que sem você eu sou.

Sinto, dia após dia, devo afogar-me sem defesa
nesta falta que me faz à escrita, a tristeza.
Se você nunca me deixar, saiba que ainda
há de matar o que me resta de poesia.

Quem é você pra desafiar e transmutar o arbitramento,
fazendo-me, ao ser sua, viver num proibido êxito ?
Quem é você que não permite ao júbilo virar rotina,
Quem é você e por que eu, logo eu, fui ser sua vítima ?

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