Quanto aos calos que me calam na fadiga de caminhar, só me resta e deleita deter-me. Em quem sou ou tento ser.
Transfigurados espectros, os quais em vão tento afugentar, noite após noite me devoram e arrancam-me pranto de fúria muda que açoita paredes imaginárias, prende a respiração ofegante e rói travesseiros para conter um soluço... Justificam-se em todos os momentos que me levaram a ser o que sou.

"...Há meros devaneios tolos a me torturar..."
Esta mão acaricia
rimas torpes e insípidas;
Esta mão afaga e cria
rimas tortas, escondidas
em cadernos já antigos
onde o desbotado colorido
de desenhos primários,
como esqueletos rabugentos
em armários,
fazem reino.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ano Três